terça-feira, 17 de julho de 2007

Manifesto unespiano sobre os decretos e a ocupação

Manifesto do Instituto de Artes da UNESP Os funcionários, estudantes e docentes, em processo mobilizatório no Instituto de Artes da Unesp, campus de São Paulo, assim como os demais campi da Unesp, da Unicamp e da USP, antes de se mostrarem chocados com os arrogantes decretos do governador e seus fiéis escudeiros, contestam a suposição de que pudesse haver nas 3 universidades citadas processos passíveis de corrupção, conforme justificativas amplamente divulgadas nos meios de comunicação. Tal repúdio deve-se a: * Políticas neoliberias do PSDB, implementadas desde 1995, que têm, a partir de certa legitimidade, buscando a privatização e a mercantilização do ensino superior, tratando o mesmo como um serviço e não como um direito. Tal como vimos acontecer no ensino de base desde o início do governo tucano (vide dados do SAEB - Sistema Nacional de Avaliação da Educação de Base). * Reitores e diretores das três universidades públicas, eleitos pelas comunidades acadêmicas, surpreendentemente colocam-se indiferentes às políticas do governador, alegando que os decretos não ferem a autonomia universitária que, vale lembrar, nos é garantida pelo Artigo 207 da Constituição Brasileira. * Ao mesmo tempo em que o governador reteve o repasse de verbas para as três universidades, financiou a criação do "Instituto Microsoft Research/ FAPESP de pesquisa" a um custo de 400 mil dólares cada, privilegiando assim, os interesses de mercado. * Alocou a FAPESP numa secretaria diferente da do ensino superior. Além disso, desconhece a pesquisa básica, privilegiando a pesquisa operacional, ignorando o tripé ensino/pesquisa/extensão - que caracteriza a universidade. * Obriga as universidades a ingressarem no SIAFEM (Sistema de Administração Financeira dos Estados e Municípios), como se as universidades já não tivessem transparência em sua administração. As medidas citadas ferem a autonomia didático-científica, financeira e administrativa, ou seja, o Artigo 207 por inteiro. Não há a mais leve suspeita de má gestão dos recursos universitários, nada que impulsionasse a criação dos decretos, já que a autonomia resultou numa série de melhorias às universidades estaduais. Como se pode perceber, o "vandalismo" dos estudantes é muito menos àquele perpetrado à população pelo governo, reitores e por certos órgãos de imprensa. Este manifesto propõe um maior posicionamento de todos, pelo: - NÃO aos decretos do Serra - NÃO à punição dos participantes de manifestações pacíficas contra os decretos - NÃO è repressão policial na ocupação da reitoria da USP - NÃO à deturpação da informação pela mídia - NÃO à omissão
MOÇÃO DE APOIO O ANDES-Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior manifesta seu total apoio ao movimento reivindicatório dos estudantes da Universidade de São Paulo (USP), por: mais verbas para a educação, maior participação dos estudantes nas instâncias decisórias da universidade, melhoria na infraestrutura da instituição, ampliação da moradia estudantil e contra o Decreto do governador José Serra que viola a autonomia universitária, fere o principio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, inviabiliza a contratação de servidores públicos (professores e técnicos), condições básicas para alcançar uma universidade pública, gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada. O ANDES-SN repudia qualquer ameaça de uso de força policial na busca de solução para o impasse estabelecido, pela falta de diálogo por parte da administração universitária, e solicita à reitoria dessa instituição, imediata abertura de negociação com o movimento estudantil. Brasília, 22 de maio de 2007
Recebemos essa mensagem por email, e achamos importante repassar para informar sobre o que passa na FATEC *** SOMOS UMA PARTE DOS ALUNOS DA FATEC E GOSTARÍAMOS DE DIZER QUE APOIAMOS A OCUPAÇÃO, POIS, ESTAMOS SOFRENDO COM O DESCASO DE SERRA COM AS UNIVERSIDADES (ESTÃO QUERENDO NOS PREJUDICAR TAMBÉM, MAS QUANDO PROCURAMOS SABER OS FATOS NINGUEM SABE DE NADA, ESTRANHO NÃO?). ALEM DISSO ESTÃO CORTANDO AS VERBAS DAS FATEC E, CADA DIA QUE PASSA, CRIANDO MAIS FACULDADES COM MENOS RECURSOS. AQUI NA FATEC INDAIATUBA, AS INSTALAÇÕES SÃO PRECÁRIAS E JÁ NÃO TEM ESPAÇO PARA TANTOS ALUNOS, ISSO PREJUDICA O DESENVOLVIMENTO DOS CURSOS. ALEM DO MAIS, ESTÃO QUERENDO TERCERIZAR O CENTRO PAULA SOUZA, MONTANDO UM "SENAI" (NADA CONTRA). NÃO ACHAMOS CERTO, SO QUE ISSO NÃO É DIVULGADO NEM NOS PERMITEM DIVULGAR NADA PELOS ALUNOS, SÓ UM "BOCA A BOCA" NÃO RESOLVE. O CERTO SERIA UMA REUNIÃO COM TODOS OS ALUNOS, INCLUSIVE DE TODAS AS FATECS PARA FALAR SOBRE ISSO, MAS FICA MEIO DIFICIL, JÁ QUE EXISTEM MILHARES DE DESINTERESSADOS. NÃO PODEMOS NOS ESQUECER TAMBEM QUE NÃO É SÓ AS UNIVERSIDADES ESTADUAIS QUE ESTÃO SENDO PREJUDICADAS, POIS, CONHEÇO MUITOS PROFESSORES DA REDE FUNDAMENTAL E MÉDIO QUE ESTÃO MUITO PREOCUPADOS COM A REFORMA QUE ELE (SERRA) QUER FAZER NESSA PARTE DO ENSINO. O SERRA ESTÁ NOS MOSTRANDO QUE ELE QUER ACABAR COM O ENSINO, QUE JÁ ANDA MEIO PRECÁRIO, ONDE ELE QUER CHEGAR??? GOSTARIÁMOS DE RECEBER NOTÍCIAS SOBRE OS FATOS QUE OCORREM, SOBRE FUTURAS REUNIÕES TANTO DA USP SOBRE A EDUCAÇÃO QUANTO DA UNE. GRATOS: ALUNOS FATEC - INDAIATUBA

19H00 - Debate com Chicho, operário da fábrica argentina SinPat (Zanon) "Ocupação, controle operário e universidade à serviço dos trabalhadores e do povo pobre"
19H30 - Cine Ocupação - Memórias do Saqueio
21H50 - Cine Ocupação - Casa de Cachorro
22H30 - Cine Ocupação - Sonho Real

manifesto de apoio do PAR (estudantes de Direito da UFPR) aos estudantes da
USP


“No perfil, por onde for, eu levarei muitos.
Eu: um elo da corrente
que me une a outros tantos, de mãos dadas (...)”
Leonardo Augusto Bora
(estudante de Direito na UFPR e integrante do Partido Acadêmico
Renovador)




Um estudante deve levar no perfil não apenas a sua mochila carregada de
livros e cadernos, mas a consciência da importância de seu papel enquanto
agente transformador da realidade. Não deve ser apenas alguém que se
preocupa com a própria formação, mas também com a educação de uma forma
geral, com algo que ultrapasse as paredes da sala-de-aula; um alguém que
questiona, que contesta, que toma partido, que defende as suas causas por
ter ciência da importância delas para com toda a coletividade. Um estudante,
portanto, não deve fazer dos livros apenas objetos de consulta, mas, se
preciso for, trincheiras. Guerreiro: eis uma definição para o perfil do
estudante da USP que não se deixou intimar frente às imposições daqueles que
tentam confinar o ensino universitário na prisão do tão somente
mercadológico.
Nós, estudantes de Direito da Universidade Federal do Paraná e membros do
Partido Acadêmico Renovador (PAR), acreditamos levar no perfil os mesmos
ideais que impulsionam vocês, estudantes da USP, a lutar pelo ideal de uma
universidade efetivamente pública, gratuita e de qualidade. Para que este
ideal seja alcançado a autonomia se mostra imprescindível: é impensável a
idéia de que a universidade pública possa ficar à mercê dos humores do
mercado e das políticas governamentais, as quais nem sempre correspondem aos
anseios dos estudantes. Assim, fazem-se legítimas as reivindicações
apresentadas por vocês, cabendo a nós demonstrar uma postura solidária aos
seus ideais.
Somos elos distintos de uma mesma corrente; corrente esta que une todos
os estudantes que compartilham da idéia de que educação envolve engajamento
social, união e compromisso com a mudança. Novos horizontes são possíveis;
pensar uma universidade pública com mais qualidade, autonomia e inserção na
sociedade é tarefa que se faz urgente. Lutemos, pois, de mãos dadas. Não nos
afastemos, como aconselhou Drummond: “Não nos afastemos muito, vamos de mãos
dadas.”

Estudantes de Letras / Moção de Apoio - USP

Nós Estudantes de Letras de todo o Brasil, representados pela Executiva Nacional dos Estudantes de Letras - ExNEL, pelos Centros e Diretórios Acadêmicos de Letras e Diretórios Centrais dos Estudantes, desprezamos categoricamente qualquer tipo de repressão, seja ela policial, jurídica, política, ao movimento estudantil ou a qualquer movimento social.

Defendemos também a liberdade de manifestação política por acreditar que esta é fundamental para a consolidação da Democracia.

Nós que lidamos com as dificuldades pela luta dos nossos direitos e ideais cotidianamente, prestamos por meio desta solidariedade à Ocupação da Reitoria da USP, por entendermos que os estudantes e funcionários da USP têm a total legitimidade de lutar pelo Ensino Superior Público, Gratuito de Qualidade e contra esta nefasta Reforma Universitária que vêm sendo implementada pelo Governo Lula, resultando no fruto de uma visão estreita, com o único objetivo de abrir cada vez mais o mercado da educação superior em detrimento da universidade pública.


Esta nota não é somente um ato simbólico de apoio a uma manifestação Política, é também um Grito que urge pela Resistência dos que lutam por um Ensino Superior de qualidade, que inclua a sociedade no debate de uma nova realidade menos desigual e com igualdade de oportunidade para o desenvolvimento de toda a sociedade.

Executiva Nacional dos Estudantes de Letras – ExNEL
Centro Acadêmico de Letras – Universidade de Brasília / CALET UnB
Centro Acadêmico de Letras 06 de Outubro – Universidade Federal do Rio de Janeiro / CALET UFRJ
Centro Acadêmico de Letras Português – Universidade Estadual do Piauí / CALEP UESPI
Centro Acadêmico de Letras – Universidade Federal do Paraná / CAL UFPR
Centro Acadêmico de Letras Macunaíma – Universidade Federal de Alagoas / CALET UFAL
Centro Acadêmico de Letras – Universidade Católica de Brasília / CAL UCB
Centro Acadêmico de Letras - Universidade Estadual da Paraíba / CAL UEPB
Diretório Central dos Estudantes – Universidade Federal do Paraná / DCE UFPR
Diretório Central dos Estudantes – Universidade do Estado da Bahia /DCE UNEB
Quem mais quiser assinar essa moção, entre em contato. A mesma será disponibilizada ainda hoje no site da ExNEL - www.exnel.org.br


Diogo Ramalho - ExNEL / CALET UnB

Moção de apoio aos/às estudantes ocupantes da Reitoria da USP


Nós, estudantes da Universidade Federal de Goiás, manifestamos, por meio desta, a nossa indignação com a forma com que a reitoria da USP tem tratado o movimento legítimo dos/as estudantes ao determinar a reintegração do prédio ocupado. Assim como também manifestamos repúdio ao decreto do Serra, que reflete a perda da autonomia do Ensino Público Universitário, já fragilizado.

Manifestamos nosso apoio e solidariedade e esperamos que a luta que está sendo traçada fortaleça o movimento estudantil. Não será em vão.

Nossos sinceros cumprimentos e solidariedade.


Assinam essa moção:

Centro Acadêmico de História Sérgio Buarque de Holanda – Gestão “Verão de 68”

Centro Acadêmico de Química – Gestão “Chapa Integração”

Centro Acadêmico de Geografia 29 de maio

Centro Acadêmico Livre de Ciências Sociais Florestan Fernandes – Gestão Victor Jara

Diretório Acadêmico de Comunicação

Centro Acadêmico de Física César Lattes

Centro Acadêmico de Biologia e Biomedicina

Grupo Colcha de Retalhos

Tal professor quis impedir que a decisão por greve, dos próprios estudantes da Física, aprovada em assembléia deste curso, prevalecesse. Ou seja, o professor agrediu a democracia estudantil.

A Assembléia dos Estudandes da USP, reunida em frente à Reitoria no dia 22 de maio de 2007, repudia o professor Elcio Abdalla tendo em vista a agressividae de suas ações durante a greve dos estudantes do Instituto de Física. Denunciamos que o professor não respeitou a integridade física e moral dos estudantes, além de causar danos ao patrimônio público em nome de uma ação individual, intransigente e orgulhosa. Lembramos que o professor Elcio Abdalla assinou uma carta defendendo o autoritarismo, a indicação dos representantes discentes pela reitoria, a permanência da PM no campus e o uso desta para reprimir grupos de "desclassificados". Reiteremos que as ações do professor Elcio Abdalla não condizem com o projeto de universidade defendido pelos estudantes que idealizam a democracia.

Diante das manifestações de membros da comunidade acadêmica, inclusive de cientistas sociais, desqualificando a estratégia de desobediência civil e ação direta adotada pelos estudantes da Universidade de São Paulo que ocuparam a reitoria, gostaríamos de chamar atenção para alguns pontos.

Os críticos da ocupação enquanto estratégia argumentam que ela fere não apenas o princípio da legalidade, como também a civilidade e o diálogo e que, portanto, trata-se apenas de uma ação violenta, autoritária e criminosa.

As instituições civilizadas que esses críticos defendem, do voto universal para cargos legislativos até os direitos trabalhistas e as leis de proteção ambiental foram frutos de ações diretas, não mediadas pelas instituições democrático-liberais: foram fruto de greves (num momento em que eram ilegais), de ocupações de fábricas, de bloqueios de ruas. Não é possível defender o valor civilizatório destas conquistas que criaram pequenos bolsões de decência num sistema econômico e político injusto e degradante e esquecer das estratégias utilizadas para conquistá-las. Ou será que tais ações só passam a ser meritórias depois de assimiladas pela ordem dominante e quando já são consideradas inócuas?

As ações diretas que desobedecem o poder político não são um mero uso de força por aqueles que não detêm o poder, mas um uso que aspira mais legitimidade que as ações daqueles que controlam os meios legais de violência. Talvez fosse o caso de lembrar, mesmo para os cientistas sociais, que nossas instituições democrático-liberais são instrumentos de um poder que aspira o monopólio do uso legítimo da violência. Há assim, na desobediência civil, uma disputa de legitimidade entre a ação legal daqueles que controlam a violência do poder do estado e a ação daqueles que fazem uso da desobediência reivindicando uma maior justiça dos propósitos.

Os críticos da ocupação da reitoria, em especial aqueles que partilham do mesmo propósito (a defesa da autonomia universitária), podem questionar se a ocupação está conquistando, por meio da sua estratégia, legitimidade junto à comunidade acadêmica e à sociedade civil. Esse é um dilema que todos que escolhem este tipo de estratégia de luta têm que enfrentar e que os ocupantes estão enfrentando. Mas desqualificar a desobediência civil e a ação direta em nome da legalidade e da civilidade das instituições é desaprender o que a história ensinou. Seria necessário também lembrar que mesmo do ponto de vista da legalidade, nossas instituições não vão tão bem?

Independente de como a ocupação da reitoria termine, ela já conseguiu seu propósito principal: fomentar a discussão sobre a autonomia universitária numa comunidade acadêmica que permaneceu apática por meses às agressões do governo estadual e que só acordou com o rompimento da ordem.

Adma Fadul Muhana, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Albana Azevedo, técnica da UFRJ

Alexandre Fortes, professor do Instituto Multidisciplinar da UFRJ

Andréia Galvão, professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Andriei Gutierrez, doutorando no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Angela Lazagna, doutoranda do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Anita Handfas, professora da Faculdade de Educação da UFRJ

Antonio Carlos Mazzeo, professor da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP

Alessandro Soares da Silva, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP

Alexander Maximilian Hilsenbeck Filho, mestre pela Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP

Alvaro Bianchi, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Ana Carolina Arruda de Toledo Murgel, doutoranda do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Arley R.Moreno professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Armando Boito, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Caio N. de Toledo, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Candido Giraldez Vieitez, professor da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP

Celso Fernando Favaretto, professor da Faculdade de Educação da USP

Cilaine Alves Cunha, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Claus Germer, professor do departamento de Economia da UFPR

Cristiane Maria Cornelia Gottschalk, professora da Faculdade de Educação da USP

Daniel Barbosa Andrade de Faria, pós-doutorando do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Danilo Enrico Martuscelli, doutorando no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Davisson C. C. de Souza, doutorando na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Dora Isabel Paiva da Costa, professora da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP

Doris Accioly e Silva, professora da Faculdade de Educação da USP

Eleutério Fernando da Silva Prado, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP

Felipe Luiz Gomes e Silva, professor da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP

Filipe Raslan, mestrando do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Filippina Chinelli, professora da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP

Francisco de Oliveira, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Glaydson José da Silva, pós-doutorando do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Henrique Soares Carneiro, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Hivy Damasio Araújo Mello, douroranda do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Homero Santiago, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Isabel Loureiro, professora da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP

Ivana Jinkings, editora

Jefferson Agostini Mello, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP

Jesus Ranieri, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

João Adolfo Hansen, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

João Bernardo, escritor e professor

João Henrique Oliveira, mestre pelo Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da UFF

João Quartim Moraes, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Jorge Machado, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP

Júlia Moretto Amâncio, mestranda no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Laymert Garcia dos Santos, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Leandro de Oliveira Galastri, doutorando no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Leda Paulani, professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP

Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida, professor da PUC-SP

Luiz Renato Martins, professor da Escola de Comunicação e Artes da USP

Luiz Roncari, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Luziano Pereira Mendes de Lima, professor da UNEAL

Marcelo Badaró Mattos, professor do Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da UFF

Marcos Barbosa de Oliveira, professor da Faculdade de Educação da USP

Marcos Del Roio, professor da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP

Maria Marce Moliani, professora do departamento de Educação da UEPG

Maria Socorro Ramos Militão, professora da Faculdade de Artes, Filosofia e Ciências Sociais da UFU

Marisa Brandão, professora do CEFET-RJ

Marta Maria Chagas de Carvalho, professora da Faculdade de Educação da USP e da Universidade de Sorocaba

Marta Mourão Kanashiro, doutoranda na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Moacir Gigante, professor da Faculdade de História, Direito e Serviço Social da UNESP

Neusa Maria Dal Ri, professora da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP

Otília Arantes, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Pablo Ortellado, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP

Patrícia Curi Gimeno, mestranda do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Patrícia Vieira Trópia, professora da Faculdade de Educação da PUC-Campinas

Paulo Eduardo Arantes, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Pedro Castro, professor do Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da UFF

Renata Belzunces, professora da UNIP e da Faculdade Comunitária de Campinas

Ricardo Antunes, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Ricardo Musse, professor da Facualdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Roberto Lehrer, professor da Faculdade de Educação da UFRJ

Rosanne Evangelista Dias, professora do Colégio de Aplicação da UFRJ

Rubens Machado Jr., professor da Escola de Comunicação e Artes da USP

Ruy Braga, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Sean Purdy, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Sergio Lessa, professor departamento de filosofia da UFAL

Sérgio Silva, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP

Silvia Viana Rodrigues, doutoranda da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Sonia Lucio Rodrigues de Lima, professora da Escola de Serviço Social da UFF

Soraia Ansara, professora da Faculdade Brasílica de São Paulo

Weslei Venancio, graduando de Ciências Econômicas da Universidade Estadual de Londrina


Nós, abaixo-assinados, professores da Universidade de São Paulo, unimo-nos a todos aqueles que, preocupados com a manutenção e ampliação democráticas do ensino, pesquisa e extensão das universidades públicas, têm empreendido lutas contra os decretos do governo Serra, os quais inviabilizam a autonomia universitária. Requeremos, por isso, a reabertura das negociações com os estudantes e funcionários que ocupam a Reitoria da USP e refutamos qualquer ação violenta de desocupação do prédio, tendo em vista a justeza de sua causa política em defesa da universidade pública.

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Ao movimento estudantil da USP

Ao tomar conhecimento das reivindicações e da ocupação da Reitoria em São Paulo, nós, que vivenciamos dezenas de razões que nos impeliram a agir de maneira similar em passado nem assim tão distante, queremos manifestar nosso apoio aos estudantes da USP e estranheza diante das ameaças lançadas sobre o movimento.

No mesmo momento onde nos reunimos para planejar a comemoração do Encontro Nacional de Estudantes que tentou reorganizar a UNE em Belo Horizonte, 04 de junho de 1977, quando fomos selvagemente atacados pela polícia da ditadura militar no interior da UFMG, queremos também convocar as autoridades universitárias, bem como o governo paulista, a nos dar uma demonstração de que o Brasil mudou de fato nestes últimos trinta anos. Recusamo-nos a imaginar que a democracia que aí está, duramente construída, não possa resolver problemas como êsse sem o uso da violência policial e dos velhos métodos que tanto envergonharam nossa História.

Todo apoio aos estudantes!

Pela retomada das negociações e pleno atendimento das reivindicações!

Participantes da comemoração dos 30 anos do III ENE - Encontro Nacional de Estudantes - de 1977 em Belo Horizonte-MG.


Nós, do Centro Acadêmico de Serviço Social da PUC-SP, manifestamos nosso total apoio à ocupação do gabinete da reitoria da USP pelos estudantes. Os governos Lula e Serra vêm cada vez com mais força atacando as universidades com medidas que somente favorecem os lucros dos patrões, ou o incentivo à privatização das universidades públicas, em detrimento do ensino público, gratuito e de qualidade e favorecendo cada vez mais a total elitização da universidade.
Estamos desde o primeiro dia manifestando nosso apoio e inclusive participando ativamente na própria ocupação. Fazemos também nossas as 17 reivindicações do movimento de ocupação, assim como acreditamos que devemos passar a pensar em formas de unificação desta luta, que deve servir de referência para os estudantes de todas as universidades.
Nós, que na PUC, também lutamos pela autonomia universitária, devemos nos unificar a esta luta dos estudantes na USP em que um dos principais eixos políticos diz respeito ao corte (e submetimento direto ao governo) das verbas para a educação, pois levantamos a bandeira da estatização das universidades privadas e entendemos que somente conquistaremos nossas reivindicações com a unificação das lutas e com todos os setores que fazem a universidade funcionar.


Moção de apoio à ocupação da reitoria da USP

Nós, do Centro Acadêmico Paulo Freire/ Pedagogia da Universidade do
Estado do Rio de Janeiro, apoiamos totalmente à ocupação da reitoria
da USP pel@s estudantes e repudiamos qualquer ato, policial ou da
administração central da USP, que represente uma ameaça às liberdades
individuais e políticas.
Entendemos que as demandas estudantis e da educação se confrontam cada
vez mais com o projeto apresentado pelos governos de Lula e o de
Serra, onde o que prevalece é a lógica do mercado, o fim da esfera
pública e o consequente emprobrecimento da população brasileira.
Estamos junt@s na defesa da educação gratuita, de qualidade, laica,
para todos e todas, essencialmente pública e fundamentalmente
socialmente referenciada.
No caso da Uerj as reivindicações não são muito diferentes. Aqui
também somos alijados do processo político, decisório, democrático e
plural no interior de nossa universidade.Também nos falta alojamento,
bandejão, creche e estrutura física que a cada dia se encontra mais
corroída. Desta forma achamos que é mais que viável a junção de pautas
que nos unifiquem e nos fortaleça sem perder de vista nossas
especifidades, pois o que está em jogo é a universidade e todo o
serviço público brasileiro.
Nos causa tamanha alegria ao ver a juventude sair do estado coletivo
de anestesia e paralisia que contamina toda uma geração. Com vocês,
companheiros e companheiras, refizemos o caminho da ação coletiva, da
esperança ( aquela que não foi vulgarizada), da retomada da juventude
enquanto sujeit@ da História e da inesgotável luta.
Estamos junt@s e reiteramos nosso apoio e queremos convocar @s
estudantes para estarem daqui pra frente para apoiar e somar nessa
batalha.

Saudações Estudantis e de Luta
Centro Acadêmico Paulo Freire/ Pedagogia Uerj
Venho como representante da comissão de formação do DCE da FADEP - faculdade de Pato Branco - PR enviar a seguinte nota de apoio :

A comissão de formação do DCE da FADEP. Faculdade de Pato Branco - PR, defende que ensino público, gratuito e de qualidade é um direito, não uma mercadoria ou serviço que possa ser comercializado. Entendemos que os decretos do governador José Serra representam um ataque gravíssimo à autonomia das universidades estaduais de São Paulo e, portanto, um ataque ao ensino público de qualidade, pois submete essas instituições de ensino superior não somente à supervisão, mas ao controle de uma secretaria estadual, cujos dirigentes não são especializados em educação ou administração de instituições de ensino. Vemos estes decretos como mais um passo para a privatização de educação em nosso país, questão que afeta diretamente a todos os estudantes e cidadãos brasileiros.
A ocupação da USP torna-se um marco histórico no movimento estudantil brasileiro por sua organização e resistência pacífica. As ações praticadas nestes 25 dias de luta provam que, diferente do que somos taxados, os estudantes alcançaram elevado grau de maturidade e responsabilidade, fixando-se como um modelo de movimento social.
Por estes motivos, viemos a público manifestar nosso repúdio a tais decretos do governador Serra e nosso total apoio aos alunos, professores e funcionários que estão participando da greve com ocupação na Universidade de São Paulo.

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