terça-feira, 28 de agosto de 2007

Ocupação USP - Greve 2007



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Agosto 27, 2007
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Intelectualidade
Um esquecimento memorável
Do mesmo modo que a globalização fragmentada, os intelectuais estão aí, são uma realidade da sociedade moderna. E seu “estar aí” não se limita à época atual, mas remonta aos primeiros passos da sociedade humana. Mas a arqueologia dos intelectuais foge aos nossos conhecimentos e possibilidades, por isso, partimos do fato que “estão aí”. Todo caso, o que tentamos de descobrir é a forma que adquire agora seu “estar aí”. Já se sabe que os intelectuais, como categoria, são algo muito vago. No lugar disso, bem diferente é definir a “função intelectual”. A função intelectual consiste em determinar criticamente o que se considera ser uma aproximação satisfatória ao próprio conceito de verdade; e pode ser desenvolvida seja lá por quem for, inclusive por um marginalizado que reflete sobre sua própria condição e a expressa de alguma maneira, ao mesmo tempo em que pode ser traída por um escritor que reage com paixão diante dos acontecimentos, sem impor-se o crivo da reflexão (Humberto Eco, Cinco escritos morales. Ed. Lumen. Tradução de Helena Lozano Miralles, pg. 14-15). Se é assim, então o agir do intelectual é, fundamentalmente, analítico e crítico. Diante de um acontecimento social (para limitarmo-nos a um universo), o intelectual analisa as evidências, o que se afirma e o que é negado, procurando o que é ambíguo, o que não é nem uma coisa e nem outra (ainda que se apresente assim), e exibe (comunica, desvela, denuncia) o que não só não está evidente, como contradiz as evidências. Deve-se supor que as sociedades humanas tenham pessoas que se dediquem profissionalmente a esta análise crítica e a comunicar seu resultado (nas palavras de Norberto Bobbio: Os intelectuais são todos aqueles para os quais transmitir mensagens é uma ocupação habitual e consciente (...) e, para dizê-lo numa forma que pode parecer brutal, quase sempre representa a maneira de ganhar o pão). Vamos ficar com esta abordagem do intelectual, do profissional da análise crítica e da comunicação. Já temos sido advertidos de que nem sempre o intelectual exerce a função intelectual. A função intelectual se exerce sempre em antecipação (sobre o que poderia acontecer) ou em atraso (sobre o que tem acontecido); raramente sobre o que está acontecendo, por razões de ritmo, porque os acontecimentos são sempre mais rápidos e estimulantes do que a reflexão sobre os acontecimentos (Umberto Eco, Op. Cit. pg. 29). Por sua função intelectual, este profissional da análise crítica e da comunicação seria uma espécie de consciência incômoda e impertinente da sociedade (nesta época, da sociedade globalizada) em seu conjunto e de suas partes. Alguém que não se conforma com tudo, com as forças políticas e sociais, com o estado, com o governo, com os meios de comunicação, com a cultura, com as artes, com a religião, com o etcetera que o leitor acrescentar. Se o ator social diz “Feito!”, o intelectual murmura com cepticismo: “falta isso, sobra aquilo”. Teríamos então que, em seu papel, o intelectual é um crítico da imobilidade, um promotor da mudança, um progressista. Sem dúvida, este comunicador de idéias críticas está inserido numa sociedade polarizada, onde se enfrentam muitas formas e com variados argumentos, mas que no fundamental está dividida entre aqueles que usam o poder para que as coisas não mudem e aqueles que lutam pela mudança. Por uma percepção elementar do ridículo, o intelectual deve compreender que não se outorga a ele um papel de bruxo do espírito em torno do qual vai girar o ser ou o não ser do que é histórico, mas que, evidentemente, ele tem saberes que podem alinhá-lo num sentido ou em outro diante do que é histórico. Podem alinhá-lo com a busca do esclarecimento das injustiças presentes no mundo atual ou com a cumplicidade na paralisação e na instalação no Limbo. (Manuel Vázquez Montalban Panfleto desde el planeta de los simios. Ed. Drakontos. Barcelona, 1995, pg. 48). E é aqui onde o intelectual opta, elege, escolhe entre sua função intelectual e a função que lhe é proposta pelos atores sociais. Aparece assim a divisão (e a luta) entre intelectuais progressistas e reacionários. Uns e outros continuam trabalhando com a comunicação de análises críticas mas, enquanto os progressistas continuam na crítica à imobilidade, à permanência, à hegemonia e ao homogêneo, os reacionários sustentam a crítica à mudança, ao movimento, à rebelião e à diversidade. O intelectual reacionário “esquece” sua função intelectual, renuncia à reflexão crítica e sua memória fica de tal forma recortada que não tem passado e nem futuro, o presente e o imediato são as únicas coisas que podem ser tocadas e, por isso, são inquestionáveis. Ao dizer “intelectuais progressistas e reacionários”, nos referimos aos intelectuais “de esquerda e de direita”. Convém acrescentar aqui que o intelectual de esquerda exerce sua função intelectual, ou seja, sua análise crítica, também diante da esquerda (social, partidária, ideológica), mas na época atual a sua crítica é fundamentalmente diante do poder hegemônico: o dos senhores do dinheiro e daqueles que os representam no campo da política e das idéias.

(fonte: http://ocupacaousp.noblogs.org/post/2007/06/14/esquecimento-memoravel)
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Escrito por Frohmut @ Ocupação USP - Greve 2007 0 comentário(s)
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Novas atualizações
devido a alguns problemas de percurso, ainda estou atualizando manualmente e de forma lenta o conteúdo daqui... coloquei mais uma pasta, novos arquivos, e ainda vou colocar mais algumas postagens não tão recentes.
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Escrito por Frohmut @ Ocupação USP - Greve 2007 0 comentário(s)
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Enquanto ainda não instalo os Feeds no agregador...
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